quarta-feira, 20 de abril de 2011

Diario de uma Gravidez,33 semanas

33 semanas

 

Ora diga lá outra vez: 33!

Sete meses e meio, mais coisa menos coisa, a caminhar rapidamente para oito meses completos: MEDO! :P

Esta semana o bebé pesa pouco mais de 1,8 kg meh, aposto que pesa mais! e mede um pouco mais de 46,5 cm wow! that's huge! da cabeça ao calcanhar. Graças a este recente aumento de peso, está agora a perder aquela aparência enrugada de “alienígena”. Não percebo a cena destes websites sempre a ofenderem os fetos. A sério... A maioria dos ossos do bebé estão agora a ficar duros, nota-se pelas pancadas nas costelas. mas o crânio ainda é bastante maleável, com elementos separados por espaços. Esta estrutura flexível permite comprimir a cabeça do bebé de modo a passar pelo estreito canal de parto. weeee :)

A pressão sobre a cabeça durante o parto é tão intensa que, em muitos bebés, o formato da cabeça é cónico à nascença. lol É um efeito totalmente inofensivo, normal e temporário. A cabeça do bebé rapidamente assume uma forma mais arredondada, embora as placas do crânio só se unam completamente quando tiver cerca de 9 a 18 meses de idade.

A grande novidade desta semana é que o sistema respiratório do bebê está quase completamente maduro. \o/ Isso significa que se o seu bebê nascesse nesta semana, chances são que ele seria um bebê saudável com apenas uma pequena ajuda dos seus amigos Go baby! (também conhecido como UTIN ou UTI Neonatal). Algumas das características específicas são:

Seu bebê pode agora detectar luz e saber a diferença entre a noite e o dia noite= sono, dia= agitação. OK? OK?!? (claro que essa capacidade irá milagrosamente desaparecer depois de nascer quando ficar a noite toda gritando) :( . Seas pupilas irão contrair e dilatar em resposta à luz. Se você ligar uma lanterna em direção à sua barriga, o seu bebê pode "fugir" para longe da luz, como se dissesse: "Para com isso, mãe. Isso é muito chato." 'Nha rico filho!

Seu filho vai continuar armazenando umas gramas, ganhando cerca de 220 gramas por semana daqui para frente . Dá-lhe miudo! 

Despite their obviously increasing strength, your bigger-by-the-day baby will actually start dropping their rate of movement in the last few weeks, no thanks to their restricted womb space. ok. Eu gostava mesmo era que ele diminuisse a força mas pronto.

If movement ceases for over an hour, drink some cold juice, lay on your side and wait for some added movement. 'kay!

If nothing's happening at that point, go ahead and call your medical caregiver.

Hey, did you know you’ll continue feeling your baby's movements even during labor? Depois reporto sobre a veracidade desta informação :P


imagem sapo família

E a mãe?

Cá se vai andando com a cabeça entre as orelhas :P
Quero mesmo crer que ele está cefálico mas ando em pânico porque sinto movimentos ridículos mesmo lá em baixo. Tipo, mesmo lá em baixo, demasiado perto da porta de saida... É suposto sentir movimentos tãããoooo lá em baixo? Serão as mãos, os cotovelos? Oh well... é esperar para ver!

Ando com sono porque de noite não durmo NADA! Muitas insónias e palpitações e pesadelos (não faço ideia o porquê!) e algumas incursões ao w.c durante a noite. De resto ando fresca e fofa em alguns dias ,noutros uma calona. Faço os meus exercícios, as minhas caminhadas, trato das minhas coisas, não tenho dores nenhumas - a não ser no osso púbico à noite, mas isso é normalíssimo e até aconselhável visto ser sinal de que as articulações estão a arranjar-se para o GRANDE dia

Não noto nada que a barriga tenha crescido esta semana, mas noto que a miudo cresceu de certeza e está cada vez mais rijo! RIJo MESMO! Há umas noites que de lado sinto uma bola a elevar-se e a passear pela barriga... tipo alien (agora sou eu que o ofendo!) e confesso que me faz impressão sentir com a mão. Por dentro é giro e até um bocadinho doloroso. Mas colocar a mão por cima e sentir aquela bolinha a deslizar... creepy!

Sofri um bocadinho com o calor que se fez sentir a semana passada mas VENHA DE LÁ MAIS CALOR AINDA! Caramba que esta porcaria de tempo deixa-me hiper deprimida...

Ah, já me esquecia... outra novidade desta semana tem a ver com as minhas meninas . Até agora ainda nunca tive colostro,ate ja tinha perguntado a enfermeira e ela disse.me que isso era perfeitamente normal...a mulheres que so chegam a ter depois do parto,mas a uns dias para ca sinto um cheiro esquesito que me vem as narinas das minhas meninas e quando fui a sentir com nariz de gravida ,,,,era AZEDO blackkk!!! Entre os peitos eu cheirava a Leite Azedo,mas o mais curioso e que nunca senti sair nada,será durante a noite? Mas também deixava alguma marca na camisa dormir não?se bem que para mim era quase impossível pois eu acordo sempre com a camisa enrolada no pescoço,,,se for pijama e igual .O Nuno passa.se comigo rsrsrrsrsr


Sera que ainda estica mais???

domingo, 17 de abril de 2011

Oraçao a um Bebe



Senhor, autor e conservador da vida, venho a ti, neste momento, pedir que o Senhor coloque suas mãos poderosas sobre minha gravidez para abençoar e proteger o fruto do meu ventre, dando a esta criança a tua benção e a mais perfeita saúde.

Senhor, que todo o meu corpo seja agraciado com a tua presença e não haja nenhuma complicação com a minha saúde. Que todos os dias e meses sejam abençoados pelo teu poder.

Obrigada Senhor, porque a vida é um dom do Senhor. Seja feita tua perfeita vontade na minha vida e nessa criança que estou gerando.

Dai me sabedoria, amor e condiçoes financeiras para dar o melhor para esta criança.

Obrigada por tudo, em nome de JESUS, meu único Senhor e Salvador.
Amém".


O medo de te perder meu amor

O Dinis mexe-se muito. Isso é ponto assente. Mas também tem os seus momentos de sossego. Imagino que esteja a dormir e que nessas alturas não ande aos pinotes... Contudo não consigo expressar ao certo a ansiedade com que fico sempre que noto que ele "ainda" não mexeu. Acontece muito pela manhã. 

Agora acordo todas as noites, várias vezes por noite, sempre que tenho que me virar (da esquerda para a direita, da direita para a esquerda). A barriga já pesa e sempre que me viro fico com a sensação que o miudo cai para o lado onde me estou a virar. Nesses segundinhos que estou acordada tento sempre senti-lo, e nem sempre consigo... ou porque torno a adormecer quase instantaneamente, ou porque ele não se mexe ou mexe-se de forma muito ténue. Sinto-o só como a "assentar" na zona da barriga que fica apoiada. 

Quando acordo de manhã, e desperto verdadeiramente, não consigo levantar-me sem senti-lo. E por norma ele mexe-se sempre pela manhã, quando acordo. Hoje não mexeu. Acordei mais cedo que o habitual e ele estava mesmo quieto. Fui a DECATLON com o Nuno comprar a dita mochila de bebe que realmente me parece uma coisa bem pratica e comprei também uma Bola de Pilates para ir fazendo uns exercícios de preparação para o parto. Pensei que com o pequeno almoço e com o queque de maça que gosto tanto e que estou viciada, que ele me desse um pinote de bom dia,mas nada aconteceu. A caminho de carro, fiz-lhe festinhas, falei com ele e nada. Zero de resposta.. . Parecia que ele nem estava lá :(

Passados uns minutos (longos, longos minutos) já comigo em casa em cima da Bola a fazer um exercícios  o miúdo lá se manifestou e descansou-me o coração. Ja estava a começar a ficar em stress

 Tento Viver um dia de cada vez e não vale a pena alhear-me, ou tentar, porque não consigo desligar-me desta sensação de efemeridade. Tenho a constante sensação que cada dia que o sinto, que o vejo a mexer em mim, pode mesmo ser o último e tenho medo. Ele já é meu, demasiado presente e meu para me ser roubado... 

Penso sempre se vou amá-lo tanto como ao Sandro e a Jessica. quando ele nascer e no entanto, hoje de manhã tive a certeza. Já o amo mais que muito e não consigo sequer conceber a sensação de perdê-lo.

sábado, 16 de abril de 2011

viagem mochila QUECHUA - Mochila Arpenaz Bebé e acessórios do bebé durante a CAMINHADA.

imagem sacos - transporte - viagem  mochila QUECHUA - Mochila Arpenaz Bebé QUECHUA imagens

Achei um mimo,util para mim quando ter que levar o Dinis sozinha a algum lado,e so mete.la as costas ,o bebe na frente e ai vou eu.
Muito mais praticas que os bonitinhos sacos de alças que estão sempre a escorregar dos ombros.
obrigada site de mae para mae

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Ser Mae DEPOIS DOS 35

Esse tema é recorrente e divide opiniões. Vale a pena esperar para engravidar? É melhor ser mãe antes dos 35? Melhor ainda antes dos 30?
Engravidei da primeira vez aos 18,da segunda aos 25 e agora aos 38 anos .
E agora com a experiência no assunto que tenho posso falar sobre as diferentes etapas da minha vida:18,25 e 38anos,também gera gravidezes diferentes e tratamentos ao novo ser

Aos 18 anos  tinha medo de tudo,tudo me fazia confusão,passei por uma gravidez atribulada de enjoos,ma disposição,alterações drásticas de humor,chorava muito,chamava pelo meu marido,só queria a minha mãe,chorava a chamar por ela aflita,Parto complicado,tive que la ficar 1 semana para curar a icterícia do bebe,conclusão:ninguém teve mais um minuto de sossego comigo na minha casa,chegava a telefonar durante a noite a chorar a pedir que me viessem buscar ao hospital etc...e mais tarde com o meu filho me tornei uma mãe super ansiosa,melindrosa,egoísta e ate ciumenta dele.Adorava o meu filho,mas o que acontecia muitas vezes e que não conseguia exteriorizar esse sentimento,exigia muito de mim,criticava.me muito se era ou não uma boa mãe e o que isso representava "o ser uma boa mãe".Quantas vezes o meu filho chorava por algo e eu aflita chorava do lado dele sem saber o que fazer para o acalmar e reconfortar.Não tive leite para lhe dar...mas amava.o muito.O meu maior medo...era que ele não gostasse de mim!

Sandro com 18 meses no Infantário



Aos 25 tive uma gravidez mas calma apesar de me ter divorciado nessa altura,num divorcio bastante problemático,adorei estar gravida pois podia fazer a minha vida igual ,não tinha sintomas praticamente nenhuns apenas os enjoos do 1 trimestre,claro que andava nervosa,mas isso era derivado a todos os problemas que estava ultrapassando,nunca teve a ver com a minha bebe.Dia mais feliz da minha vida e que me deu força para continuar em frente e esquecer e ultrapassar todas as magoas,foi o dia que soube que ia ter uma menina.Meu Deus dei pulos de contente agarrada a minha barriga.Foi o meu sonho tornado realidade.Uma prenda de Deus para aliviar todo o meu sofrimento.Quando ela nasceu,foi difícil sem pai do meu lado mas ao mesmo tempo fácil,porque eu parece que já sabia o livro de instruções todo de cor o que me facilitou e muito a convivência com ela e também porque tinha mais confiança em tudo o que fazia e uma maturidade diferente.Foi amor reciproco entre nos as duas a primeira vista
No 5º dia da Jessica

Sandro 5 anos,Jessica 2m

Sandro 6 anos,Jessica 1 ano

Jessica 3 anos



Aos 38,vamos ver pois ainda esta em aberto,mas ate agora nada a me queixar
 Não sou médica, nunca me aprofundei no tema, então minha análise é na base do mero achismo.
Se você que está lendo este post agora já está pensando “Tá vendo? Ela voltou a engravidar aos 38 anos e ta dando  tudo certo,ate agora”, reconsidere seu pensamento.
Sim, graças a Deus ta caminhando tudo pelo bom caminho, tudo certo. O Dinis e um bebe fantástico,poucos sustos me tem pregado,ta correndo tudo bem com ele,ta engordando e crescendo e a sua mama ta feliz por isso, é saudável. Minha gravidez foi tranquila do ponto de vista médico. Mas por que esperei tanto? Aproveitar a vida? Carreira? Momento certo?
Eu tive lá meus motivos para engravidar mais tarde. E acredito que você também tenha os seus. Mas se o ponto é só “aproveitar a vida”, como tenho OUVIDO frequentemente por aí, pense bem. A alegria de ter um filho não tem preço.
Vá por mim. Nada, eu disse, NADA se compara à alegria de ser mãe. Nada chega nem perto desse sentimento.
Então, por que esperar tanto por algo tão bom?
Pense no dia mais feliz de sua vida. Casamento? Férias na Europa? Uma super promoção? Tudo isso passa longe, bem longe, da felicidade de ser mãe.
Então, por que adiar esse sentimento?
É claro que no meio de uma noite em claro, com uma criança chorando sem parar e você perambulando pela casa como um zumbi, você vai se perguntar “onde é que eu fui me meter?”. Mas pense que até mesmo na viagem para a Europa há esses momentos em que a gente, cansada, com bolha no pé e de saco cheio de ver museu pensa “o que é que eu to a fazer aqui?”. Mas depois de um breve descanso ou um banho gostoso você esquece o desconforto; porque a viagem como um todo é muito mais legal do que os pequenos aborrecimentos do percurso. Com filho é igual. Tem horas que aborrece, mas no geral é muito bom.
E tem ainda as questões médicas, que não me competem discutir. Meu obstetra garantia ser seguríssimo ser mãe após os 35 e mesmo após os 40. E quem sou eu para duvidar? Quanto a esse quesito, cabe a você pesquisar e perguntar para o seu médico.
A minha conclusão é que esperei o tempo certo.. Por conta disso, o que mais quero hoje é viver 100 anos, para poder aproveitar mais e mais a alegria de ser mãe agora do meu pequerrucho Dinis e de ver os outros dois encaminhados na vida.
Claro que a vida muda, claro que dá trabalho, claro que custa caro. Tem as já mencionadas noites sem dormir, tem a primeira febre, cólicas, choros, preocupações sem fim,agora que já estava completamente desabituada. Não vou mentir, maternidade não é tarefa fácil. Mas, como diz meu pai, “não existe almoço grátis”, não é mesmo?
Antes de engravidar e ate hoje me perguntava a mim própria se ainda me sentia com coragem para voltar atrás tudo de novo e recomeçar de novo com um bebe nos braços e tudo o que ele representa.
Acho que sim,a minha vontade de ser novamente mãe e superior aos medos que possa ter,e quero mesmo dar um filho ao meu companheiro,um filho que seja mesmo feito por ele,pelo nosso Amor,pela nossa Amizade.
Por isso, reflicta. Reveja as suas prioridades, para não se arrepender depois.
Esse post é um serviço de utilidade pública. Não me use como exemplo.
 
Corra! Vá ser mãe!

PAIS COM DEPRESSÃO PÓS-PARTO



A maior parte das pessoas sabe o que é a depressão pós-parto materna e a sensibilização para estes casos é cada vez maior. Mas apesar de haver ainda muito para explorar no que diz respeito a este tema que acomete cerca de 15% das mulheres, hoje falo sobre uma realidade que poucos conhecem – a depressão pós-parto paterna. A gravidez e o nascimento de uma criança constituem um período de muitas mudanças, de mudanças intensas na vida de um casal. Tantas, que até há relações que não sobrevivem a esta etapa do ciclo de vida.

Cerca de 10 por cento dos pais sofre de depressão pré-natal ou pós-parto, sendo que a incidência é mais elevada nos 3-6 meses depois do parto, apesar de muitos casos acabarem por não chegar a ser diagnosticados. Como qualquer forma de depressão, este transtorno tem um impacto negativo não apenas em termos pessoais, mas também em termos do desenvolvimento do bebé e das relações familiares.

Como tenho referido inúmeras vezes, há muitos esforços que podem ser feitos no sentido da prevenção e do tratamento da depressão e os médicos de família podem desempenhar um papel muito importante neste rastreio. Se estes clínicos se centrarem na observação da família, e não apenas no indivíduo, aumenta a probabilidade de mais casos serem devidamente diagnosticados e tratados.

Como a depressão do pai nem sempre se manifesta da mesma forma que a depressão materna, é importante estar atento a mudanças de comportamento significativas, como a irritabilidade constante, a agressividade e a hostilidade. Nem todos os homens evidenciarão de forma clara a sua tristeza e o seu desespero. Bem sei que esta irritabilidade pode ser atribuída ao conjunto de mudanças que estão associadas ao nascimento de um bebé, nomeadamente aos sonos entrecortados, mas existem outros indícios que nos permitem suspeitar de que é melhor pedir ajuda – o facto de o pai raramente interagir com o bebé, a falta de apoio prestado à mãe e/ou o isolamento são sinais de alarme.

Diferença de idades entre Irmãos






EXISTE ALGUMA DIFERENÇA DE IDADES ENTRE IRMÃOS QUE SEJA «ACONSELHÁVEL»?

Como em quase todas as áreas da vida familiar, também neste caso não existem “fórmulas universais”. Aquilo que funciona e contribui para a qualidade das relações numa família pode não funcionar para outra. De resto, a existência de irmãos é, de um modo geral, muito positiva, contribuindo até para o desenvolvimento emocional das crianças. Independentemente da diferença de idades, os irmãos mais velhos funcionam quase sempre como modelos comportamentais, que os mais novos tendem a reproduzir. Dependendo do investimento que os pais façam no desenvolvimento de competências sociais, como a partilha, a assertividade ou o sentido de justiça, maior ou menor poderá ser o laço entre irmãos.

Se nos centramos apenas nas consequências para o próprio casal, diria que é muito mais difícil gerir todos os constrangimentos inerentes à educação de duas crianças pequenas com idades muito próximas (com um ou dois anos de diferença). Os primeiros anos de vida de uma criança são particularmente trabalhosos e, além disso, cada criança é única, pelo que, mesmo que o primeiro filho “dê” boas noites de sono aos pais ao fim de relativamente pouco tempo, não há quaisquer garantias de que o mesmo aconteça aquando do nascimento do segundo filho, pelo que a gestão das tarefas familiares e a coordenação com os outros papéis na vida de cada um dos membros do casal pode tornar-se particularmente difícil.

O QUE PODE SER CONSIDERADO COMO UMA «GRANDE» DIFERENÇA DE IDADES ENTRE IRMÃOS?

Do ponto de vista das crianças, as diferenças residem, sobretudo, na disponibilidade para as suas brincadeiras e actividades. No entanto, dois irmãos com idades relativamente próximas poderão, de repente, sentir-se emocionalmente distanciados a partir do momento em que o mais velho despertar para as questões próprias da pré-adolescência. De resto, esta é a altura em que cada criança procura criar a sua própria identidade e autonomia, o que pode passar por tentativas de se distanciar dos irmãos mais novos.

Quando existem dez ou mais anos de diferença, é natural que a relação entre irmãos seja diferente, mas não necessariamente mais distante ou mais pobre afectivamente. Neste caso, os irmãos mais velhos, mesmo que não funcionem propriamente como educadores dos mais novos, podem ser incentivados a aplicar a sua maturidade nos cuidados prestados aos mais novos. Conheço, felizmente, famílias em que estas diferenças são aproveitadas, funcionando como mais-valias.

É DIFERENTE TER-SE APENAS UM IRMÃO COM UMA GRANDE DIFERENÇA DE IDADE (POR EXEMPLO 10 ANOS) DO QUE JÁ SE TER OUTRO PELO MEIO? (POR EXEMPLO, JÁ SE TER UM 2 OU 3 ANOS MAIS NOVO E SURGIR UM OUTRO 12 ANOS MAIS NOVO)?

Em função das muitas mudanças por que as famílias têm passado, e do número crescente de famílias reconstruídas, estas situações são cada vez mais frequentes. Repito, no entanto, que cada família é única e que compete aos pais promoverem os laços afectivos entre os seus filhos. Independentemente disso, existem adolescentes/ adultos cujas características de personalidade são mais propensas ao sentido de protecção em relação aos mais novos, enquanto outros se sentirão emocionalmente mais distanciados.

QUE REACÇÕES PODEM SURGIR NAS CRIANÇAS OU ADOLESCENTES QUANDO EXISTE UM FOSSO GRANDE DE IDADE PARA COM O IRMÃO QUE VAI CHEGAR?

Dependendo da forma como os pais encararem a vinda de uma criança ao fim deste tempo, e de se tratar ou não de uma gravidez desejada, poderão existir diferenças mais ou menos significativas. Conheço famílias em que este fosso se deveu a situações de infertilidade e em que a vinda de uma criança acabou por ser um desejo de todos os membros da família. Mas também existem famílias em que o fosso acaba por traduzir-se nalguma forma de desligamento, particularmente se estivermos perante um adolescente que ainda não se sente integrado no segundo casamento de um dos seus progenitores.

QUE TIPO DE RELAÇÃO SE GERA ENTRE IRMÃOS COM GRANDES DIFERENÇAS DE IDADES? É DIFERENTE DAQUELAS ONDE ESSA DIFERENÇA É MENOR?

Como referi antes, desta diferença pode resultar um instinto protector, que acaba por estreitar os laços. Mas não posso ignorar o facto de, em muitos destes casos, também existir um afastamento maior, sobretudo a partir do momento em que o mais velho sai de casa dos pais. Alguns jovens com quem trabalho em sede de terapia “queixam-se” precisamente do facto de não terem tido tempo de construir uma relação emocionalmente próxima com irmãos significativamente mais velhos.

E NO CASO DOS PAIS, QUANDO UM SEGUNDO OU TERCEIRO FILHO SURGE MUITO TEMPO DEPOIS, QUE REACÇÃO ISSO PROVOCA? E EM TERMOS DE EDUCAÇÃO, O QUE TENDE A MUDAR?

Tudo depende do facto de se tratar ou não de uma gravidez desejada, independentemente do planeamento. A generalidade dos casais cujos filhos estão, por exemplo, na adolescência, já não equaciona a possibilidade de ter outro filho, mas há muitos que acabam por encarar uma gravidez inesperada como uma bênção, tirando partido da experiência e da tranquilidade que a vida entretanto lhes deu. Como os níveis de ansiedade e de preocupação nestes casos são significativamente menores e, de um modo geral, a estabilidade financeira foi entretanto alcançada, tudo pode parecer infinitamente mais fácil.

COM DIFERENÇAS TÃO GRANDES ESTAREMOS A CRIAR RELAÇÕES DE IRMÃOS OU DE «PSEUDO-PAIS»?

O facto de um irmão mais velho ser visto como responsável pelos irmãos mais novos não significa que haja uma sobreposição de papéis. Nas famílias felizes e saudáveis o papel de cada membro da família está claro. A ajuda na prestação de cuidados e/ou na aplicação e gestão das regras definidas pelos pais não pode ser confundida com o caos e com a multiplicidade de regras.

HÁ ALGUMA COISA QUE DEVA SER FEITA PARA MINIMIZAR O FOSSO DE IDADES OU, PELO CONTRÁRIO, NÃO HÁ NADA QUE TENHA QUE SER FEITO?

Mesmo que uma criança não se sinta muito próxima do seu irmão mais velho e/ou sinta dificuldades em partilhar com ele as tarefas e brincadeiras, em função do facto de estarem em fases de amadurecimento emocional diferentes, compete aos pais promover o entrosamento com outras crianças de idades próximas, tal como acontece com os filhos únicos – os primos e os filhos dos amigos são recursos que contribuem para o desenvolvimento afectivo de todas as crianças.

PODE AFIRMAR-SE QUE SEJA «DESACONSELHÁVEL» UMA DIFERENÇA DE IRMÃOS MUITO GRANDE? POR EXEMPLO, ACIMA DE 15 ANOS.

Por tudo o que expus antes, não.